Agência de Notícias da UFRJ www.olharvital.ufrj.br
Edição 212
15 de abril de 2010

Saúde em Foco

Médicos de Harvard esclarecem questões sobre a enxaqueca



O Globo

RIO - As dores de cabeça podem ter várias causas e nem sempre é fácil tratá-las. O problema é maior para quem tem enxaqueca, que muitas vezes custa a encontrar uma solução que amenize a dor. Pensando nisso, especialistas de Harvard esclareceram em seu site as principais dúvidas em relação ao tema. Confira as respostas dos médicos:

Leia também: Dor crônica afeta 80% da população, mas quase sempre tem cura

O que é a enxaqueca?

A enxaqueca clássica costuma ser acompanhada da "aura", incômodos visuais como pontos ou linhas na visão, flashes de luz e os famosos vagalumes. Em alguns casos, pode ocorrer até mesmo uma perda temporária de visão. Dormência e dor nos lábios, na língua ou em parte da bochecha também é comum. Porém, estes sintomas só acontecem em um terço das pessoas. A maioria costuma ter uma dor pulsante em um lado da cabeça e fica extremamente sensível à luz e ao barulho. Segundo os médicos, nem sempre é fácil diagnosticar a enxaqueca, já que ela pode ser confundida com outras doenças como a sinusite. Eles recomendam manter um "diário da dor" para identificar que dias e horas que ela aparece.

Quais os principais gatilhos desta dor?

São vários. A maioria das pessoas que sofre de enxaqueca é sensível ao barulho, perfumes e luzes fortes ou ambientes muito claros. Dormir pouco deixa o corpo mais sensível à dor, assim como dormir demais. As mulheres costumam ter mais enxaquecas no período pré-menstrual, quando há uma queda nos níveis de estrogênio. Álcool, alimentos gordurosos e outras comidas também podem causar a dor de cabeça. Um dos gatilhos mais comuns é o estresse. Só que a dor não aparece no momento de maior tensão, e sim quando o corpo (ou a mente) começa a relaxar.

É possível prevenir as enxaquecas?

Quem tem tendência a dores de cabeça pode tomar algumas atitudes que previnem ou diminuem a frequência das crises, entre elas:

- Identificar os gatilhos e evitá-los.

- Fazer atividades que controlam o estresse. Coma bem, durma oito horas por noite e pratique exercícios.

- Usar óculos escuros com lentes azuladas ou esverdeadas, que ajudam a reduzir a sensibilidade à luz.

- Experimentar medicamentos como anticovulsivantes, antidepressivos ou betabloqueadores. Eles previnem ou cortam crises mas têm efeitos colaterais, por isso só devem ser indicados por um médico.

Como interromper uma crise?

Os remédios mais eficazes para cortar uma crise são da classe dos triptanos. Entre eles estão o eletriptano, o sumatriptano e o zolmitriptano. Estes medicamentos inibem a dor e ajudam a contrair os vasos sanguíneos, por isso não são indicados para quem tem histórico de doenças cardiovasculares ou derrames. Analgésicos com o ibuprofeno e o naproxeno podem melhorar a dor inicialmente, mas tomados em excesso podem causar um efeito rebote. Hoje a tratamentos para todo tipo de dor, por isso não hesite em procurar um médico.

Link original: Clique aqui

Anteriores